Exposição – Do Afro-Brasileiro ao Nipo-Brasileiro
Fotografo: Alexandre Alves
Curador: Maria Neves
O que diverge nos pensamentos dos seres humanos que se segmentam e seguem determinados grupos? E quais as razões para se definir e se seguir uma religião qualquer nesta parcela grupal dividida em crenças e costumes? Reflexos de questionamentos como este são registrados com frequência, principalmente em um país como o Brasil, tão diverso em termos de cultura e misticismo.
E foi exatamente diante desta inquietude, que a idéia desta exposição surgiu para o fotografo Alexandre Alves, autor das obras, que contendo diversos questionamentos tentou descobrir nas imagens por ele registradas, as expressões e gestos dos personagens destas religiões distintas, e por meio destas, as razões que os movem para desta forma agirem.
Todo ser humano busca semelhança e afinidades em determinados grupos como uma forma de procurar uma identificação em alguém ou em alguma coisa, para se sentir parte de um todo, incluindo-se nesta busca segmentada, a religiosidade, suas crenças e todos os seus diversos costumes.
Uma exposição com imagens registradas no período de abril de 2008 ao inicio do mês de setembro deste ano de 2009, registrando a rotina de duas expressões religiosas distintas, em paralelo, onde a primeira é composta de figuras e símbolos representativos da religião Afro-Brasileira, Xangô, e a segunda, da religião Nipo-Brasileira, Tenrikyo. Estas buscam encontrar em gestos e expressões registradas, mesmo em ações tão divergentes entre os costumes, o perfil de cada seguidor, de acordo com as regras pré-estabelecidas, e as razões que o movem neste meio.
Por fim, Alexandre Alves ao tentar desvendar o universo que move os fiéis seguidores de cada religião, se examinando em cada expressão a alma de cada um, de rostos concentrados, envoltos em um mundo aparentemente paralelo ao real, expressa com maestria, não uma resposta para todas essas perguntas, mas o reflexo fiel de todas as duvidas referentes a abstração que permeia o campo das crenças religiosas.
Texto por: Maria Neves
Foto por: Alexandre Alves